A tecnologia apoia; a decisão continua médica

Na comunicação da Resolução nº 2.454/2026, publicada em 27 de fevereiro, o CFM apresenta a IA como apoio à medicina e mantém a decisão final com o profissional. O Conselho também descreve o direito de rejeitar recomendações do sistema conforme o julgamento técnico e ético.

O interesse da norma está em esclarecer a posição da tecnologia na assistência: uma resposta gerada pelo sistema não ocupa, automaticamente, o lugar da avaliação médica.

O paciente e o prontuário entram na discussão

O comunicado destaca a análise crítica das recomendações, o registro do uso da tecnologia e a informação clara ao paciente quando a IA participa de forma relevante do cuidado. Também aborda confidencialidade e proteção de dados.

O texto não apresenta a inovação como um impedimento à relação médico-paciente. Ao contrário, preserva a supervisão humana e rejeita a delegação à IA da comunicação de diagnósticos e decisões terapêuticas.

O que foi dito sobre falhas do sistema

O CFM ressalta a proteção contra responsabilização indevida por falhas exclusivamente atribuíveis à IA, condicionada à comprovação de uso diligente, crítico e ético. Essa condição faz parte da informação e não deve desaparecer da leitura da notícia.

Isso não decide antecipadamente quem responde em um caso concreto. O ponto editorial é evitar tanto a ideia de que toda falha será do médico quanto a ideia de que mencionar a IA o isenta automaticamente.

E o RC Médico?

A SUSEP relaciona o RC Profissional à responsabilização pela prestação de serviços e às condições do contrato. A regra do CFM não equivale a uma cláusula de seguro.

Na conversa com a Borduchi, o objeto é a apólice: atividade declarada, coberturas e limites. Essa conferência é diferente de prometer proteção automática para qualquer uso de inteligência artificial.

Fontes consultadas

Revisão de 16/09/2026: texto ampliado com contexto e explicações; preservadas as datas da notícia e as limitações das fontes.

Fontes da notícia. Conteúdo informativo; não substitui orientação clínica, jurídica ou análise da apólice.